O evento ocorre neste domingo (29), às 9h, no Espaço 7, no bairro Operário / Foto: Divulgação /
Boa Vista recebe neste domingo, dia 29, mais uma edição do Encontro das Sábias, que reúne mulheres indígenas, lideranças comunitárias, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil. O evento começa às 9h, no Espaço 7, no bairro Operário.
A iniciativa tem como foco promover escuta, troca de experiências e fortalecimento das mulheres, especialmente indígenas, com debates sobre saúde, enfrentamento à violência doméstica e sexual, além de inclusão no mercado de trabalho. O encontro também valoriza os saberes ancestrais e a cultura indígena, destacando o papel das mulheres como guardiãs dessas tradições.
Uma das organizadoras, a líder indígena Telma Taurepang, reforça a importância do evento. “Esse é um momento de união, de escuta, acolhimento e fortalecimento. É um espaço aberto para todas as mulheres que querem dialogar e construir caminhos juntas”, afirmou.
Segundo ela, a troca de experiências entre gerações é um dos pontos centrais. “A gente compartilha nossos saberes e vivências. É assim que a cultura se mantém viva e que a gente se fortalece enquanto mulheres”, destacou.
O evento conta com apoio do Governo de Roraima, da Organização Indígena Filhas da Terra e da Frente Popular das Mulheres de Roraima.
Para Telma, encontros como esse também dão visibilidade às demandas das mulheres indígenas. “Quando a gente se reúne, mostra que tem voz e que precisa ser ouvida. Esse espaço é fundamental para discutir nossos direitos”, completou.
Programação
A programação inicia com acolhimento do grupo de Parixara – Coletivo Indígena Dunui Sannau, seguido de café da manhã. Ao longo da manhã, haverá rodas de conversa e palestras sobre saúde da mulher e saúde mental. À tarde, o debate segue de forma aberta, ampliando o diálogo entre as participantes.
Mais do que um evento pontual, o Encontro das Sábias se consolida como um espaço contínuo de resistência, troca e construção coletiva, fortalecendo o protagonismo feminino e a conexão entre as comunidades indígenas de Roraima.
JÂNIO TAVARES

