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Empréstimo de US$ 30 milhões do BID aprovado pela Assembleia foi solicitado na gestão de Antonio Denarium

Publicada em: 27/06/2026 18:54 -

O recurso é vinculado exclusivamente à modernização fazendária e vinha sendo efetivado há quase três anos / Foto: Jader Souza /

Pedido formalizado ainda durante o governo de Antonio Denarium, o empréstimo de até US$ 30 milhões junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) autorizado essa semana pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) foi solicitado em 2023, para financiar o Profisco III (Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Estado de Roraima).

O recurso, equivalente a cerca de R$ 155,7 milhões, é vinculado exclusivamente à modernização fazendária e vinha sendo efetivado há quase três anos.

“Não se trata de um pedido de empréstimo originado na atual gestão do governador Soldado Sampaio. Esse é um procedimento antigo, que culminou agora com a aprovação legislativa, que é uma das etapas necessárias para que o BID conclua o empréstimo”, esclareceu o secretário da Fazenda, Kardec Jackson.

A autorização legislativa não equivale à contratação do empréstimo. Trata-se de instrumento legal que permite ao BID concluir o alinhamento técnico com a Sefaz (Secretaria da Fazenda), elaborar a proposta e as minutas contratuais. 

A assinatura do contrato depende ainda da sanção do governador Soldado Sampaio, da análise dos órgãos federais, quais sejam a STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), além da autorização do Senado Federal, etapas que projetam a efetivação do programa para 2027.

Roraima era o único estado brasileiro que ainda não havia aderido ao programa do BID, que apoia administrações tributárias de quase todas as unidades da Federação. “Roraima foi o último estado a iniciar o processo junto ao BID”, afirmou o secretário adjunto do Centro de Tecnologia Fazendária da Sefaz, Danilo Garrido. A próxima reunião com técnicos do banco está prevista para agosto, em Boa Vista.

O financiamento conta com condições subsidiadas: taxa de juros de cerca de 5,5% ao ano, ante os aproximadamente 14% praticados no mercado interno, com cinco anos de carência e 25 anos para amortização, além de contrapartida estadual de 10%. “São cinco anos de carência e, depois, 25 anos para pagar esse valor”, explicou o secretário titular da Sefaz, Kardec Jackson.

Os desembolsos serão condicionados à comprovação da aplicação de cada parcela e supervisionados pela Controladoria-Geral do Estado, pelo TCE-RR (Tribunal de Contas de Roraima), pelo próprio BID e pelos órgãos federais competentes. “É um empréstimo com foco em melhorar a condição financeira do Estado. Ele será fiscalizado; não é um recurso que pode ser utilizado em mais nada”, disse Danilo.

A proposta aprovada pela ALERR veda expressamente o uso do recurso para pagamento de salários, custeio de despesas correntes ou amortização de outras dívidas, por exemplo. 

Entre os benefícios  previstos para a população estão a digitalização de serviços, a redução de obrigações acessórias para empresas, mais agilidade nos postos fiscais e no cadastro de contribuintes, além da adaptação da máquina arrecadadora ao novo modelo da Reforma Tributária, com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

DA REDAÇÃO

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