A iniciativa do Instituto Yduqs e da Educação Sem Fronteiras será realizada no Dia Mundial do Refugiado e chegará a 13 estados brasileiros; em Roraima, a prova será aplicada na Estácio / Foto: Divulgação /
Neste sábado (20), quando é celebrado o Dia Mundial do Refugiado, o Instituto Yduqs e a organização Educação Sem Fronteiras promovem mais uma edição da prova de proficiência em Língua Portuguesa voltada a refugiados e imigrantes residentes no Brasil. A iniciativa conta com o apoio das instituições de ensino Estácio e Wyden e reforça o compromisso das organizações com a inclusão, a cidadania e a integração social de pessoas que reconstruíram suas vidas no país.
A ação dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando refugiados e migrantes atendidos pela Educação Sem Fronteiras participaram de um processo de certificação em Língua Portuguesa reconhecido pelo MEC. Após um curso preparatório de 48 horas baseado na metodologia de Português como Língua de Acolhimento (PLAC), os participantes realizaram a avaliação, fundamental para processos de naturalização, acesso ao mercado de trabalho e continuidade dos estudos no Brasil.
Em 2026, a iniciativa alcança um novo patamar. O mutirão nacional prevê a aplicação de provas para 94 participantes em unidades da Estácio e da Wyden distribuídas por 16 estados brasileiros. Em relação à edição anterior, a cobertura geográfica mais que dobrou, ampliando significativamente o acesso de refugiados e migrantes à certificação.
Além de Boa Vista, as provas serão aplicadas também em Manaus (AM), Fortaleza (CE), Eusébio (CE), Cacimbinhas (AL), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), São José (SC), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Belo Horizonte (MG).
A expansão fortalece a capilaridade da iniciativa e permite alcançar refugiados e migrantes que antes não tinham acesso facilitado à certificação.“A certificação em Língua Portuguesa representa muito mais do que um documento. Ela amplia oportunidades, fortalece a autonomia e ajuda a construir novos caminhos para pessoas que precisaram recomeçar suas vidas longe de seus países de origem. É uma iniciativa que traduz nosso compromisso com a inclusão, a dignidade e o acesso à educação”, afirma Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente da Yduqs.
Para Adriano Abdo, CEO da Educação Sem Fronteiras, a ampliação da iniciativa representa um avanço importante para a integração da população refugiada no Brasil.
"O projeto Cidadania Sem Fronteiras nasce como um passo concreto rumo à dignidade plena: não apenas acolher, mas garantir caminhos reais de pertencimento. Quero, antes de tudo, reconhecer e parabenizar cada colaborador e colaboradora que tornou essa iniciativa possível. É o compromisso coletivo de vocês que transforma propósito em impacto. Mais do que oferecer aulas, estamos construindo pontes. Para os alunos aprovados, este certificado, com a assinatura humanitária do Instituto Yduqs, representa uma conquista decisiva: ele abre a possibilidade de avançar no processo de naturalização brasileira junto à Polícia Federal. Com esse selo de qualidade, sustentado por um corpo dedicado de educadores e profissionais, temos convicção de que a naturalização virá — pelo esforço, pela persistência e, sobretudo, pelo mérito de cada estudante. Desejamos a todos uma excelente prova e que, muito em breve, possam acessar plenamente seus direitos no Brasil e conquistar o tão sonhado passaporte brasileiro".
Ao unir educação, cidadania, esporte e inclusão social, o Instituto Yduqs, a Estácio, a Wyden e a Educação Sem Fronteiras contribuem para que refugiados e migrantes encontrem no Brasil não apenas proteção, mas oportunidades concretas para reconstruir suas trajetórias pessoais e profissionais.
ALEXSANDRA SAMPAIO

