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APOIO IMEDIATO: Governo de Roraima mantém assistência à população e monitora pontos críticos atingidos por chuvas

Publicada em: 18/06/2026 19:22 -

Ação integrada segue com entrega de ajuda humanitária, transporte de pessoas isoladas e monitoramento de áreas afetadas por período mais intenso do inverno amazônico / Foto: Secom-RR /

O Governo de Roraima segue com as ações da Operação Apoio Imediato para reduzir os impactos causados pelas fortes chuvas que atingem o Estado. De acordo com o mais recente boletim situacional, cerca de 38.131 pessoas foram afetadas direta ou indiretamente pelo período chuvoso, enquanto mais de 14 mil já receberam algum tipo de assistência por meio da atuação integrada dos órgãos estaduais e instituições parceiras.

Atualmente, a operação monitora 71 pontos críticos em diferentes regiões do Estado, sendo 12 bloqueios totais e nove bloqueios parciais em rodovias, vicinais e áreas urbanas. Os números estão estabilizados nas últimas semanas, com problemas identificados em pontes destruídas, trechos alagados, atoleiros e comunidades temporariamente isoladas.

As equipes do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima), Defesa Civil Estadual, Polícia Militar, Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), Sepi (Secretaria dos Povos Indígenas), Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), prefeituras e Exército Brasileiro seguem mobilizadas para garantir assistência humanitária, transporte de pessoas, distribuição de alimentos, água potável e monitoramento constante das áreas de risco.

O tenente-coronel do CBMRR, Genival Vasconcelos, destacou que o trabalho permanece concentrado no atendimento às comunidades mais afetadas.

“Até o momento, já foram distribuídas mais de 3 mil cestas básicas, 213 filtros ecológicos e milhares de litros de água potável. Também realizamos 1.792 operações de baldeação, garantindo o transporte seguro de pessoas em locais onde o acesso terrestre foi interrompido pelas cheias”, afirmou.

Municípios com maior impacto

Entre as situações mais críticas estão os municípios de Bonfim, Uiramutã, Pacaraima, Caracaraí, Normandia, Amajari e Cantá.

Em Pacaraima, a destruição de uma ponte na região do Médio São Marcos mantém nove comunidades isoladas, afetando aproximadamente mil moradores que seguem sem acesso terrestre desde março deste ano.

No município de Bonfim, o rompimento da ponte na Vicinal Jacamim compromete o acesso às comunidades indígenas do Polo Base Jacamim, onde vivem aproximadamente 1.942 pessoas, que dependem de operações de baldeação e rotas alternativas para deslocamento e abastecimento.

Já em Uiramutã, uma das situações mais complexas da operação, diversas comunidades indígenas seguem com o acesso terrestre prejudicado, exigindo apoio aéreo para transporte de pacientes, equipes de saúde e envio de suprimentos. O município possui mais de 17 mil habitantes distribuídos em 107 comunidades acompanhadas pela operação.

Em Caracaraí, o avanço das águas atingiu áreas urbanas e rurais, afetando famílias de localidades como Vila do Sacaí, Prainha, Vista Alegre, Ilha do Jaru, Cujubim, Remanso e Floresta, com registros de desalojados e interrupções de acesso em vicinais.

No município de Cantá, a Vila Vintém permanece entre as regiões mais atingidas pela cheia do Rio Branco, com estimativa de 500 a 600 pessoas afetadas.

Ajuda humanitária e situação de emergência

Desde o início da Operação Apoio Imediato, o Governo de Roraima já distribuiu 2.854 cestas básicas, 213 filtros ecológicos, água potável e realizou 1.792 baldeações em áreas onde o deslocamento por vias terrestres está comprometido.

Ao todo, 11 dos 15 municípios de Roraima decretaram situação de emergência em razão dos impactos das chuvas. Destes, seis já tiveram o reconhecimento federal homologado, permitindo o acesso a recursos da União para ampliar as ações de assistência humanitária e recuperação de áreas danificadas.

Segundo o tenente-coronel Genival Vasconcelos, mesmo com sinais de estabilização ou redução do nível de alguns rios, a previsão de chuvas acima da média até julho exige atenção permanente das equipes.

“As chuvas devem continuar acima da média nas próximas semanas. Por isso, permanecemos em prontidão máxima, monitorando as áreas afetadas e garantindo uma resposta rápida às comunidades que necessitam de apoio”, ressaltou.

Instituída pelo Decreto Estadual nº 40.800-E, de 28 de maio, a Operação Apoio Imediato mantém como prioridade preservar acessos estratégicos, garantir assistência às famílias isoladas e reduzir os impactos das enchentes durante o período mais intenso do inverno amazônico.

EDUMAR JÚNIOR

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