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ESCOLAS INDÍGENAS: Concurso de Redação da Defensoria é apresentado a mais de 250 educadores indígenas no Amajari

Publicada em: 10/06/2026 09:23 -

Tema da 6ª edição será a defesa dos direitos das mulheres; edital será lançado em 22 de junho / Foto: CCOM/DPE-RR /

Mais de 250 professores, professoras, tuxauas e profissionais da educação indígena conheceram, na segunda-feira (8), a nova edição do Concurso de Redação da Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR). A apresentação ocorreu durante a Assembleia Extraordinária da Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR), realizada no município de Amajari.

Coordenada pela Escola Superior da Defensoria Pública de Roraima (Esdep), a ação também passou por Pacaraima, onde a equipe esteve no Colégio Estadual Militarizado Cícero Vieira Neto para apresentar a iniciativa a estudantes e educadores.

Neste ano, o concurso terá como tema "Defensoria Pública de Roraima na Defesa dos Direitos da Mulher". O edital será lançado oficialmente no próximo dia 22 de junho.

Em sua sexta edição, a iniciativa busca estimular a reflexão crítica entre estudantes da rede pública de ensino. Para o coordenador-geral da Esdep, Vilmar Silva, o concurso vai além da disputa por prêmios e contribui para a formação dos participantes.

"O concurso de redação é uma ferramenta que incentiva a leitura, a pesquisa e a produção do conhecimento. Quando o estudante escreve, desenvolve a capacidade de refletir, argumentar e expressar suas ideias. Esse aprendizado acompanha a pessoa por toda a vida", afirmou.

A iniciativa contempla diferentes níveis de ensino e também reconhece estudantes, professores(as) orientadores(as) e escolas da rede pública estadual, incluindo as escolas indígenas.

OPIRR DEBATE DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INDÍGENA

A participação da Esdep da DPE-RR na Assembleia Extraordinária da OPIRR permitiu que professores e lideranças indígenas conhecessem, em primeira mão, as regras voltadas para estudantes e escolas indígenas do concurso. 

A assembleia reuniu representantes de diversas comunidades indígenas do Amajari para discutir os principais desafios enfrentados pelas escolas da região.

De acordo com o coordenador estadual da OPIRR, professor Esley Tenente, o encontro objetivou ouvir as comunidades e construir propostas para fortalecer a educação indígena.

"Realizamos assembleias em todas as regiões do estado para ouvir as lideranças. Ao final, elaboramos uma carta com as principais demandas das escolas e encaminhamos aos órgãos competentes", explicou.

Para Esley, projetos que incentivam a escrita podem abrir novas oportunidades para estudantes indígenas. "Recebemos essa notícia com muita satisfação. Sou professor há mais de 20 anos e sempre vi concursos como oportunidades importantes para os alunos. Já tive estudantes premiados e sei o quanto isso pode marcar a trajetória deles", disse.

Segundo ele, a participação também contribui para ampliar horizontes e fortalecer o conhecimento sobre direitos.

"Quando o estudante participa, passa a enxergar novas possibilidades para o futuro. No contexto indígena, precisamos formar cada vez mais jovens conscientes dos seus direitos e preparados para ocupar espaços na sociedade", afirmou.

Responsável pelo acompanhamento pedagógico de 15 escolas estaduais indígenas da região do Amajari, a coordenadora pedagógica do Centro Regional Indígena Noemia Peres, Jaqueline Souza, acredita que o concurso pode revelar talentos que muitas vezes permanecem sem visibilidade nas comunidades.

"Temos muitos alunos talentosos. Muitas vezes, o que falta é oportunidade, incentivo e orientação para que eles possam mostrar seu potencial", salientou.  

Ela também avalia que o reconhecimento aos professores pode aumentar o engajamento das escolas. "Quando o professor também é reconhecido, o estímulo para participar cresce. Isso fortalece o trabalho desenvolvido dentro das escolas.”, disse Jaqueline.  

A coordenadora afirmou que a rede pedagógica da região irá mobilizar as unidades de ensino para ampliar a participação no concurso. "Vamos divulgar o concurso, orientar os professores indígenas e incentivar os estudantes. Queremos que o maior número possível de escolas esteja representado. O mais importante é que os alunos tenham a oportunidade de mostrar seu talento e compartilhar suas ideias", concluiu.

DA REDAÇÃO

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