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EM BOA VISTA: Polícia Civil autua em flagrante mãe por espancar filha de 11 anos e maltratar filho de 2 após prisão determinada por juiz

Publicada em: 09/05/2026 11:09 -

Durante a agressão, a mulher soltou a criança, que caiu e bateu a cabeça no chão, sendo novamente puxada com violência logo em seguida / Foto: Ascom/PCRR /

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), autuou em flagrante nesta quinta-feira, dia 7, a autônoma S.K.R.A., de 27 anos, pelos crimes de lesão corporal qualificada e maus-tratos contra os próprios filhos, uma menina de 11 anos e um menino de apenas 2 anos, após ela ser presa por determinação do juiz Esdras Benchimol, dentro do Fórum Criminal Ministro Evandro Lins, em Boa Vista.

A mulher estava no local para acompanhar a filha mais velha em um depoimento especial relacionado a uma investigação de maus-tratos. Durante a permanência no fórum, uma servidora da Vara de Vulneráveis presenciou a acusada agredindo violentamente o filho caçula, que estava descalço, sendo puxado brutalmente pelo braço e arrastado pelo chão.

Durante a agressão, a mulher soltou a criança, que caiu e bateu a cabeça no chão, sendo novamente puxada com violência logo em seguida.

Diante da gravidade da cena e do relato da filha sobre agressões recorrentes, o magistrado determinou imediatamente a prisão da suspeita.

A Polícia Militar de Roraima (PMRR) foi acionada e conduziu a mulher até a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para os procedimentos legais.

De acordo com a delegada da DPCA, Clarissa Pinheiro, durante a intervenção, foi constatado que a violência praticada pela mãe contra os filhos era contínua.

“Além da violência cometida contra o menino de dois anos nas dependências do fórum, foi identificado que a filha de 11 anos também era vítima recorrente de agressões, inclusive com uso de fio ou cabo de carregador, apresentando lesões compatíveis com os relatos prestados”, detalhou a delegada.

Segundo a investigação, a menina relatou ter sido agredida fisicamente no dia anterior após suposta desobediência, além de ser frequentemente submetida a tarefas domésticas excessivas e à responsabilidade de cuidar do irmão menor.

“No interrogatório, a autuada admitiu ter agredido a filha, tentando justificar a violência como forma de disciplina. No entanto, os elementos reunidos evidenciaram um cenário contínuo de violência doméstica, maus-tratos e graves violações dos direitos fundamentais dessas crianças”, ressaltou Clarissa Pinheiro.

Com base nas provas colhidas, a Polícia Civil lavrou o Auto de Prisão em Flagrante contra S.K.R.A. pelos crimes de lesão corporal qualificada em contexto de violência doméstica contra a filha de 11 anos e maus-tratos contra o filho de 2 anos.

As crianças foram imediatamente acolhidas pela rede de proteção, sob acompanhamento dos órgãos competentes, recebendo assistência especializada, suporte psicossocial e medidas de proteção.

A delegada Clarissa Pinheiro enfatizou que é imprescindível diferenciar disciplina de violência, reforçando que agressões físicas e psicológicas não podem ser naturalizadas sob nenhuma justificativa.

“Corrigir um filho não significa espancar, humilhar ou submeter uma criança a sofrimento físico e emocional. Violência não educa, violência traumatiza. Esse tipo de conduta provoca danos profundos, compromete o desenvolvimento emocional das vítimas e pode deixar sequelas permanentes. O que verificamos neste caso foi uma rotina de agressões constantes, o que torna a situação ainda mais alarmante. Nenhuma criança pode crescer sob medo, dor e violência, sobretudo dentro do próprio ambiente familiar”, afirmou a delegada.

A investigada foi apresentada na manhã desta sexta-feira, dia 8, à audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.

DA REDAÇÃO


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