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Polícia Civil desarticula esquema de furto em transportadora e aponta prejuízo superior a R$ 80 mil

Publicada em: 28/03/2026 19:44 -

O prejuízo já apurado ultrapassa R$ 80 mil, podendo superar R$ 120 mil, segundo estimativa da empresa vítima / Foto: Ascom/PCRR /

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 3º DP (Distrito Policial), desarticulou um esquema criminoso de furto qualificado e revenda de eletrônicos de alto valor e recuperou diversos aparelhos durante as diligências, após investigação que identificou a atuação organizada de ex-funcionário, intermediários e receptadores. O prejuízo já apurado ultrapassa R$ 80 mil, podendo superar R$ 120 mil, segundo estimativa da empresa vítima.

De acordo com as investigações presididas pelo delegado titular do 3º DP, Matheus Fraga, os crimes ocorreram entre os meses de agosto e outubro de 2025, em uma transportadora localizada no bairro Caranã, zona Oeste de Boa Vista. As apurações tiveram início após a empresa identificar inconsistências no controle interno de mercadorias e comunicar o fato à Polícia Civil, que passou a atuar de forma direcionada para identificar a origem dos desvios e os responsáveis.

Durante as diligências iniciais, equipes do 3º Distrito Policial conseguiram recuperar diversos aparelhos eletrônicos de última geração, entre smartphones e relógios inteligentes, avaliados em aproximadamente R$ 30 mil.

“Os produtos estavam em posse de terceiros que adquiriram os itens de boa-fé, sem conhecimento da origem ilícita, e foram devidamente restituídos a representantes da empresa”, destacou o delegado.

DINÂMICA DO ESQUEMA CRIMINOSO

Conforme as investigações, o esquema criminoso era liderado pelo ex-funcionário da empresa O.A.A.F., de 38 anos, que ocupava cargo de confiança e possuía acesso direto ao depósito. A investigação apontou que se aproveitava dessa condição para subtrair aparelhos eletrônicos antes que os produtos fossem registrados no sistema interno, procedimento que formaliza a entrada e saída das mercadorias. Dessa forma, os itens eram desviados sem gerar alerta imediato nos controles da empresa.

Ainda segundo o delegado, após a subtração, os produtos eram repassados a P.E.S.B., de 20 anos, que atuava como intermediador. Ele era responsável por identificar compradores e articular a revenda dos aparelhos, inserindo os produtos no mercado informal. As investigações apontaram que os itens eram comercializados ainda lacrados, o que conferia aparência de legalidade, enquanto as notas fiscais eram prometidas aos compradores, mas não eram entregues.

No decorrer das diligências, a equipe do 3º DP identificou que outro envolvido no crime, G.A.S., de 20 anos, utilizava linhas telefônicas vinculadas a aparelhos furtados, evidenciando a circulação direta dos produtos desviados. Já E.M.B.S., de 29 anos, e L.H.R.L., de 41 anos, foram identificados como responsáveis pela revenda dos eletrônicos, atuando como lojistas e técnicos que recebiam os aparelhos e os colocavam novamente no mercado.

Segundo o delegado Matheus Fraga, a investigação demonstrou a divisão de funções entre os envolvidos, com atuação coordenada desde o desvio dentro da empresa até a comercialização final dos produtos. 

“Cada integrante exercia um papel específico dentro da cadeia criminosa, o que permitia o funcionamento contínuo do esquema e dificultava a identificação imediata”, explicou.

As apurações apontaram que o prejuízo diretamente comprovado em Boletim de Ocorrência registrado, até o momento ultrapassa R$ 80 mil, sendo um primeiro lote avaliado em mais de R$ 70 mil e um segundo em aproximadamente R$ 10,8 mil. No entanto, a empresa estima que o total dos prejuízos possa ultrapassar R$ 120 mil.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de furto qualificado mediante abuso de confiança e receptação. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar a recuperação dos bens subtraídos.

O delegado Matheus Fraga destacou que a equipe do 3º DP reuniu um conjunto robusto de provas que demonstra a participação de cada envolvido no esquema criminoso e assegurou que todos serão devidamente responsabilizados na forma da lei. 

“A atuação policial foi decisiva para interromper a prática criminosa, recuperar parte significativa dos bens e garantir que os autores respondam pelos crimes praticados”, disse.

O delegado destacou a importância da atenção por parte da população no momento da compra de eletrônicos.

“É fundamental que as pessoas estejam atentas nas relações de consumo. Produtos sem nota fiscal ou comercializados por valores muito abaixo do mercado podem indicar origem ilícita, o que pode gerar prejuízos financeiros e até responsabilização criminal para o comprador”, ressaltou.

DA REDAÇÃO


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