A prisão foi realizada nesta sexta-feira (27) no bairro Jockey Club, em Boa Vista, após diligências da equipe policial / Foto: Divulgação/PCRR /
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Delegacia de Polícia do município do Cantá, prendeu, nesta sexta-feira, dia 27, o autônomo D. S. O., de 29 anos, acusado de manter sua ex-companheira, de 23 anos, grávida de cinco meses, em cárcere privado e submetê-la a intensas agressões físicas e psicológicas.
A prisão foi realizada no bairro Jockey Club, em Boa Vista, após diligências da equipe policial.
De acordo com o delegado adjunto da unidade, Rhaynner Veras, os fatos ocorreram entre os dias 19 e 23 de novembro de 2025, período em que a vítima permaneceu sob domínio do agressor, sendo submetida a uma sequência contínua de violências.
“Representamos pela prisão no dia 24 de novembro de 2025, um dia após a vítima conseguir sair da situação de violência. Assim que tomamos conhecimento dos fatos, iniciamos imediatamente as diligências. A vítima relatou que foi mantida em cárcere por aproximadamente cinco dias, sendo submetida a agressões reiteradas, com uso de força física, objetos contundentes e ameaças constantes”, explicou o delegado.
Segundo as investigações, as agressões tiveram início no dia 19 de novembro de 2025, quando o suspeito passou a acusar a vítima de traição. A partir desse momento, ela passou a ser agredida com socos, chutes e objetos, além de sofrer ameaças de morte e tentativas de estrangulamento.
Durante o período em que esteve em cárcere privado, o agressor utilizou pedaços de madeira e chegou a empregar um machado durante as agressões, além de tentar enforcá-la com corda e praticar esganadura.
O laudo de exame de corpo de delito confirmou a gravidade das agressões, apontando múltiplas lesões de natureza contusa distribuídas por todo o corpo da vítima, incluindo face, pescoço, tronco, membros superiores e inferiores e região glútea. As lesões apresentavam diferentes estágios de evolução, compatíveis com agressões repetidas ao longo de vários dias.
O exame pericial também identificou, segundo o delegado, infiltrações hemorrágicas profundas, sinais de defesa e indicativos do emprego de meio cruel, reforçando a dinâmica de violência contínua sofrida pela vítima durante o período em que esteve em poder do agressor. A mulher ficou aproxidamente um mês internada no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, tratando das lesões causadas pela violência do investigado.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão do investigado, que foi localizado e preso nesta sexta-feira, em Boa Vista.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à unidade policial, onde teve a prisão formalizada. Ele será apresentado neste sábado, dia 28, em audiência de custódia, e deverá responder por crimes como sequestro e cárcere privado, tortura, estupro e tentativa de aborto.
“Desde a decretação da prisão, nossas equipes vinham realizando diligências contínuas para localizar o investigado, que se mantinha em ocultação para tentar se furtar à ação da Justiça. Trata-se de um crime de extrema gravidade, marcado por violência brutal, cruel e reiterada contra uma mulher grávida, o que torna a conduta ainda mais reprovável. A Polícia Civil atuou com firmeza e persistência até efetivar a prisão, garantindo a responsabilização do autor e a proteção da vítima”, destacou o delegado.
DA REDAÇÃO

