Jornalista roraimense é eleito para compor o conselho nacional da ABI

É a primeira vez que um roraimense integra o conselho da associação que no dia 7 de abril completou 116 anos de fundação / Foto: Divulgação /

A Chapa 1 – Arnaldo César Ricci, do Movimento ABI Luta pela Democracia, venceu a eleição para a renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa – ABI realizada na sexta-feira (26/04). 

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper), Paulo Thadeu Franco das Neves, faz parte da chapa eleita. Essa é a primeira vez que um roraimense passa a integrar o conselho dessa importante associação que no último dia 07 de abril completou 116 anos de fundação.  

A Chapa 1 teve 239 votos (77% dos votos válidos), contra 73 votos (23% dos votos válidos) da Chapa 2 – Sem anistia para golpistas, de oposição à atual diretoria. Foram registrados, ainda, cinco votos nulos. Votaram 317 associados da ABI (66% do colégio eleitoral), sendo 40 presenciais, na sede da entidade, e 277 virtualmente, pela Internet.

Para Paulo Thadeu, a chapa eleita tem a representação de todas as regiões do país demostrando a preocupação da atuação direção de cada vez mais nacionalizar a ABI.

“Temos nomes do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Pará e de Brasília. Mais de um século de ABI e tenho orgulho de ser o primeiro roraimense autodeclarado indígena a ocupar tal posição de responsabilidade nesta histórica associação. Vamos incentivar novas filiações em toda a região norte”, destacou.

A posse dos eleitos está marcada para o dia 17 de maio no Rio de Janeiro e o mandato é de maio de 2024 a abril de 2027. 

Veja quem são os novos integrantes do Conselho Deliberativo, eleitos na sexta-feira:

Chapa 1 – ARNALDO CÉSAR RICCI JACOB (ABI LUTA PELA DEMOCRACIA)

Conselheira(o)s Efetiva(o)s:

1. Rui Cardoso de A. Xavier (RJ)
2. Hélio Marcos Prates Doyle (DF)
3. Jorge Junzi Okubaro (SP)
4. Vicente Alessi Filho (SP)
5. Valdeci Francisco Verdelho (SP)
6. Chizuo (Mario) Osawa (RJ)
7. Rogério Marques Gomes (RJ)
8. Luiz Carlos Azedo (DF)
9. José Luis Laranjo Duarte (RJ)
10. Washington Roberto dos Santos (RJ)
11. Salomão de Castro e Silva Moura Brasil Filho (CE)
12. Elson Faxina (PR)
13. Lariesda (Lara) Sfair (PR)
14. Patricia Sobral de Miranda (RJ)
15. Jamile Barreto (SP)

Conselheira(o)s Suplentes

1. Paulo Thadeu Franco das Neves (RR)
2.  Raul Silvestre Ribeiro da Silva (RJ)
3. José Luiz Frare (SP)
4. Claudia Rodríguez Noronha (RJ)
5. Fátima Regina Lacerda (RJ)
6. Analéa Alves Rego (RJ)
7. Jorge Maurício (Maurício Max) (RJ)
8. Yacy Nunes (RJ)
9. Maria Luisa R. C. Fernandes (Malu) (RJ)
10. Leonardo Schenato Barroso (PR)
11. Luciana Borges Conti Tavares (RJ)
12. Fabiana Coelho (SP)
13. Moisés dos Santos Mendes (RS)
14. Rita de Cássia Nardelli (RJ)
15. José Emanuel Teixeira Vilaça (PA)

História da ABI 

A história da fundação da ABI se confunde com a de seu perseverante idealizador Gustavo de Lacerda. Já são 116 anos de história em defesa da democracia. Criada em 7 de abril de 1908, seu principal objetivo era assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais e tornar-se um centro poderoso de ação. Segundo o próprio Lacerda, a Associação deveria ser um campo neutro em que se pudessem abrigar todos os trabalhadores da imprensa.

Outro importante ícone da história da ABI foi Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho, que lutava por ideais nacionalistas e via sua profissão como um meio de levar a população brasileira à conscientização política e social. Em 1926, aos 29 anos de idade, assumiu pela primeira vez a Presidência da Casa. Durante seu quarto mandato, em 1992, foi o responsável direto pelo pedido da abertura do impeachment de Fernando Collor de Mello e o primeiro orador inscrito para defender o processo.

A ABI jamais deixou de cumprir os objetivos que a originaram, mas se adaptou ao longo do tempo. Seus estatutos foram ajustados às diversas situações socioeconômicas da indústria jornalística. Como disse em 1969 um ex-presidente da Casa, Fernando Segismundo, “além das finalidades fundamentais, a associação deve interpretar o pensamento, as aspirações, os reclamos, a expressão cultural e cívica de nossa imprensa; preservar a dignidade profissional dos jornalistas — e não apenas a de seus sócios; acautelar os interesses da classe; estimular entre os jornalistas o sentimento de defesa do patrimônio cultural e material da Pátria; realçar a atuação da imprensa nos fatos da nossa história; e colaborar em tudo que diga respeito ao desenvolvimento intelectual do País”.

DA REDAÇÃO

Categoria:Política

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